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Patricia Assaf
Patricia Assaf27/02/2025 18:50
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Os Desafios da Transição de Carreira: Do Medo à Ação

    Mudar de carreira é uma das decisões mais difíceis que podemos tomar. Não se trata apenas de aprender novas habilidades, mas também de lidar com inseguranças, recomeçar em um ambiente desconhecido e, muitas vezes, enfrentar o medo do fracasso. No primeiro artigo da série, compartilhei minha decisão de entrar na área de tecnologia e como esse processo tem sido, acima de tudo, um ato de reinvenção. Agora, quero falar sobre os desafios que ainda enfrento nessa transição e como continuo tentando transformar o medo em ação.

    O Medo do Desconhecido

    O primeiro obstáculo na transição de carreira é o medo. Medo de não ser boa o suficiente, medo de nunca me sentir preparada e, principalmente, medo de não conseguir espaço em um mercado altamente competitivo.

    Quando comecei a estudar tecnologia, parecia que eu estava em um território completamente novo, cheio de termos técnicos e conceitos que pareciam impossíveis de dominar. Sempre fui criativa e apaixonada por design, mas o código ainda era um universo desconhecido para mim.

    A verdade é que o medo nunca desaparece completamente. Eu ainda o enfrento todos os dias, essa sensação de estar num lugar desconhecido, de não saber se estou no caminho certo. Mas aprendi que ele pode ser um sinal de que estou me desafiando e crescendo. O segredo tem sido não deixar o medo me paralisar, mas encontrar maneiras de seguir em frente, mesmo com ele presente.

    A Síndrome do Impostor e a Autossabotagem

    Um dos sentimentos mais comuns para quem está mudando de área é a famosa Síndrome do Impostor. Muitas vezes, sinto que nunca sei o suficiente, que sempre há alguém melhor e que, talvez, eu nunca esteja realmente pronta para dar o próximo passo. Esses pensamentos ainda surgem e, confesso, são paralisantes às vezes. Eles me fazem questionar se realmente pertenço a esse novo espaço.

    Mas, ao longo desse processo, percebi que, para combater isso, eu precisava mudar a forma como me via. Em vez de focar no que ainda não sabia, comecei a valorizar o que já aprendi. Passei a enxergar cada pequeno avanço como uma vitória. Além disso, entendi que a tecnologia é um campo de aprendizado contínuo – ninguém sabe tudo, e estar disposta a aprender já é um grande diferencial.

    Como Transformei o Medo em Ação

    No início, tentei aprender tudo de uma vez – quis me aprofundar em todas as áreas da tecnologia, o que acabou sendo muito mais confuso e cansativo do que eu imaginava. Foi então que percebi que precisava parar e refletir sobre o que realmente queria. Decidi me focar em uma área da tecnologia e comecei a estudar mais profundamente o desenvolvimento front-end. Definir uma direção me deu mais clareza e foco, me permitindo evoluir de forma mais estruturada.

    Uma das frases que mais disse para mim mesma no começo foi: "programação é muito difícil". Tudo parecia um grande desafio, e eu estava, de fato, enfrentando um processo de aprendizado difícil. No entanto, quando comecei a resolver problemas no código sozinha, foi como se uma chave tivesse virado. Eu estava realmente aprendendo, e isso me trouxe uma sensação boa, como uma pequena vitória que me fez acreditar mais em mim mesma.

    E, com o tempo, percebi que todo passo, por menor que fosse, deveria ser comemorado. Ao invés de pensar que eu ainda não estava pronta, comecei a repetir para mim mesma: "vou comemorar", como se tivesse ganhado uma medalha. Essa mudança de perspectiva me ajudou a valorizar os pequenos progressos e a manter a motivação lá em cima.

    Hoje, algumas atitudes têm sido fundamentais para eu continuar seguindo em frente:

    • Estabelecer metas pequenas e realistas: No início, tentei aprender tudo de uma vez e me senti completamente sobrecarregada. Agora, divido o aprendizado em pequenas metas, e isso tem tornado tudo mais acessível e menos assustador.
    • Criar uma rotina de estudos: Dedicar um tempo fixo para estudar e praticar foi essencial. Mesmo nos dias em que parece que não estou avançando, a consistência tem feito toda a diferença.
    • Buscar apoio na comunidade: Conhecer outras pessoas que estão passando pelo mesmo processo tem sido transformador. A troca de experiências e o apoio de quem já está na área me ajudaram a perceber que não estou sozinha nessa jornada. Além disso, ser Campus Expert da DIO tem me proporcionado um suporte essencial. A DIO me conectou com uma rede de aprendizados e oportunidades que estão diretamente alinhados com o que estou buscando, o que tem sido fundamental no meu crescimento.
    • Colocar a mão na massa: Aprender teoria é importante, mas ao desenvolver projetos reais, como desafios e pequenas aplicações, sinto que estou ganhando mais confiança. Cada conquista, por menor que seja, me dá mais segurança para continuar.
    • Investir em aprendizado: Escolhi cursos e plataformas que se alinham com meus objetivos, como a DIO, Coursera e Alura. Essas plataformas têm sido essenciais para meu desenvolvimento, fornecendo conteúdo estruturado e oportunidades de aprender com profissionais experientes. Investir em aprendizado de qualidade tem sido um passo importante para acelerar minha evolução.
    • Aceitar que o processo é contínuo: A transição de carreira não acontece de um dia para o outro, e eu ainda estou nesse processo. Aprendi a respeitar meu ritmo, celebrar cada etapa e, principalmente, a valorizar minha evolução.

    Oportunidades na Mudança

    Olho para trás e vejo que a transição de carreira tem me trazido muito mais do que apenas um novo conjunto de habilidades. Está me ensinando resiliência, paciência e, principalmente, a confiar mais em mim mesma. A insegurança ainda surge de vez em quando, mas hoje sei que posso superá-la com ação e persistência.

    Se você também está pensando em mudar de carreira, saiba que os desafios fazem parte do processo. O medo pode ser um obstáculo, mas também pode ser um impulso para agir. E, acima de tudo, lembre-se: nunca é tarde para começar algo novo.

    Conclusão

    A transição para a tecnologia tem sido um processo desafiador, mas gratificante. Cada dia nessa nova jornada me confirma que valeu a pena dar o primeiro passo. E, se tem algo que aprendi até agora, é que a tecnologia é para todos – independente da idade, do gênero ou do momento da vida em que decidimos entrar nela.

    Na série 'Desafiando Estereótipos: Uma Série sobre Tecnologia, Reinvenção e Inclusão', compartilho minha jornada de superação de barreiras e descoberta do meu espaço na tecnologia. Ao longo dos artigos, vou contar como enfrento estereótipos, me reinvento e busco um caminho que faça sentido para mim. Se você é uma mulher em um campo majoritariamente masculino, alguém que está mudando de carreira mais tarde na vida ou um profissional que busca um ambiente mais inclusivo, espero que minha história inspire você a seguir em frente. Acompanhe e junte-se a mim nessa jornada!

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